viver nem é preciso.
é preciso empurrar um rio com as mãos
criando ondas de pensamentos tortos.
tocar valsa com vigor de sambista
e dançar sobre as águas ébria de som.
criar poemas em que o nada se revele absoluto.
as palavras marchem sobre o papel e
brilhem como estrelas mortas.
é preciso que os pés enfim
consigam caminhar sobre brasa,
e que a dor seja o instrumento
da tranqüilidade.
não mais sofrer, não chorar
nem cometer suicídio.
viver nem é preciso e navegar é secundário.
o que é preciso mesmo é encarar a morte
como um inventário:
precisa como uma
navalha amolada
para Chris Mccandless (:
15 15UTC Julho 15UTC 2008 ás 4:54 am
É…
É, você é o conjunto de letras que brilha como estrela morta.
A gente sabe que a estrela morta brilha muito mais que uma viva.
15 15UTC Julho 15UTC 2008 ás 4:58 am
Por sua culpa eu conheci a vida do Mccandless, por sua culpa eu quis fugir, também culpa sua eu crescer tão rápido.
Sinta essa culpa como agradecimento do mais profundo.
15 15UTC Julho 15UTC 2008 ás 5:01 am
NECESSÁRIA você =d
8 08UTC Agosto 08UTC 2008 ás 6:15 am
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“e que a dor seja o instrumento da tranqüilidade.”
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